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A INDONÉSIA EM NOITE CULTURAL 

A INDONÉSIA EM NOITE CULTURAL

14 Julho

A INDONÉSIA EM NOITE CULTURAL

KLUB PEMINATAN TARI

Dança e música tradicional

Auditório

21.30

 

A Klub Peminatan (KP) Tari é uma companhia que serve de plataforma de para divulgar as aspirações e talentos dos estudantes da Faculdade de Psicologia da Universidade da Indonésia, no campo da dança, particularmente a dança tradicional. A preocupação do grupo é a de respeitar e preservar a rica cultura indonésia pelo que é total a sua dedicação ao estudo da dança tradicional e à sua difusão junto de um público cada vez mais vasto.

Criada em 2007, a companhia cedo conseguiu o aplauso do público e o reconhecimento traduzido na atribuição de diversos prémios. O rigor e a seriedade com que os seus membros estudam a dança tradicional colocam-nos entre os melhores intérpretes do seu país, exímios em apreender as três componentes fundamentais desta dança tão complexa: wirasa (sentimento), wirama (ritmo) e wiraga (movimento). Daí que cada bailarino consiga transmitir ao público a mensagem de cada coreografia para o que muito contribui o contacto permanente com o público, seja através do olhar seja pelo sorriso.

As danças tradicionais estudadas e executadas pelos KP Tari são originárias de Aceh  (danças saman, seudati e rapai geleng), de Jambi (dança zapin), de Betawi – indígenas de Jacarta  (dança nandak ganjen) e de Bali (dança bajidor kahot).

 

PROGRAMA

 

Dança Lenggang  Nyai

A dança lenggang nyai é uma dança tradicional da cultura Betawi de Jacarta, capital da Indonésia. O bailado conta a história de um grupo de raparigas que se comprazem em dar as boas-vindas aos visitantes vindos de longe. Para tal, deslocam-se com gestos graciosos de mãos e ancas ao mesmo tempo que expressam a sua felicidade com um permanente sorriso. As bailarinas (entre três e sete) usam coloridos trajes tradicionais. A música provém de um conjunto de instrumentos tradicionais designados por gambang kromong.
A aculturação clássica chinesa reflecte-se na música e no colorido dos trajes. A dança revela, porém, influência das culturas clássicas europeia e do Médio Oriente.
Duração: 5’


Dança Cenderawasih

A dança Cenderawasih é alusiva aos pássaros Cenderawasih, da Papua Ocidental. A dança conta a história do amor entre casais de pássaros que sobrevoam as montanhas de Cenderawasih. Os movimentos das mãos das duas bailarinas são tipicamente balineses e representam as asas dos pássaros.

Duração: 5’

 

Dança Tor-Tor

Esta dança tem origem no norte da Sumatra onde, desde tempos remotos, é usada para comunicar com os espíritos que são chamados à vida ou com esculturas de pedra que simbolizam os espíritos ancestrais. Esta dança é utilizada sobretudo em grandes festivais e rituais da região.

As bailarinas usam os trajes tradicionais do norte da Sumatra e os movimentos são acompanhados de música tradicional composta para tambor, flauta e trompete Batak.

Duração: 5’ 


Dança dos pratos 

A dança Piringer, originária da Sumatra ocidental, conta a história de camponeses que alegremente plantam os seus produtos e agradecem as colheitas. As bailarinas giram os pratos como forma de gratidão a Deus pela boa safra. Esta dança é geralmente utilizada nas cerimónias de casamento ou para dar as boas-vindas em ocasiões especiais. A dança é realizada por três a sete bailarinos, homens ou mulheres, vestindo trajes tradicionais e empunhando dois pratos ao mesmo tempo que executam movimentos rápidos ao ritmo de instrumentos tradicionais designados por talempong e saluang. Os bailarinos mexem as mãos e trocam de posições movendo-se com rapidez e fazendo saltar os pratos numa complexa formação. Os movimentos exigem grande coordenação entre pernas e braços de forma a harmonizarem-se com a música.

Duração: 5’ 

 

Dança Nandaka Ganjen

A dança Nandaka Ganjen, típica de Betawi, retrata a forma como os jovens expressam os seus sentimentos de alegria bem como o seu desejo de liberdade. Tratando-se de uma das mais recentes danças indonésias, não está baseada em regras ou padrões tradicionais. É, pelo contrário, uma dança de auto-independência. A dança é executada apenas por mulheres. Os seus trajes coloridos, típicos de Betawi, destinam-se a atrair os olhares masculinos. É uma dança repleta de movimentos das ancas muitas vezes acompanhados de olhares sedutores.

Duração: 5’ 


Dança Tari Jaipongan

Jaipongan resulta da combinação de ketuk tilu e pencak silat, originários de Java ocidental. À semelhança da anterior, trata-se de uma dança recente que representa essencialmente a beleza. As bailarinas usam leques e écharpes. Para executar os movimentos recorrem sobretudo às ancas, braços, ombros, cabeça e mãos.

Duração: 5’ 

 

Dança das mil mãos

A dança Saman, a mais popular em Aceh, é geralmente designada por “a dança das mil mãos”. A dança, pertencente à tribo dos Alas, é executada sobretudo para celebrar o nascimento do profeta Maomé mas também noutras ocasiões importantes. Esta dança é entendida como um meio de difusão da mensagem de Alá, para além de reflectir os valores da educação, da moral, do heroísmo, da solidariedade e da união. Dez a 20 bailarinos ajoelham-se em fila e executam diferentes tipos de movimentos dorsais acompanhados de canções, de bater de palmas, de pancadas no peito e no chão. Esta dança não é acompanhada por qualquer instrumento musical.

Duração: 10’ 

 

Dança Rapai Geleng

Rapai é o nome de um tambor utilizado para acompanhar canções e danças. O objectivo fundamental desta dança é difundir a educação islâmica, inflamar a sociedade moral e explicar o que é viver em harmonia. Trata-se de uma dança que evolui com o movimento do tambor. Os movimentos são idênticos aos da dança Saman, embora aqui cada bailarino tenha o seu próprio tambor. Acompanha a dança uma canção alusiva à educação islâmica. A dança tem três fases. A primeira, salam ou kisah, conta a história do profeta Maomé. A última é designada por “lani” ou epílogo. Basicamente, o ritmo da dança consiste em quatro tempos: lento, rápido, rápido e imóvel. A letra da canção no ritmo lento evoca um exame de consciência às grandes decisões da vida. O segundo tempo, em movimento rápido, evoca a batalha contra as más influências. O terceiro, a um ritmo ainda mais rápido, evoca o caos. Por fim, quando os bailarinos param, a dança termina.

Duração: 10’ 

 

Dança Giring-Giring

Esta dança tem origem na região do Kalimantan central. Foi popularizada pela tribo dayak Ma'anyan como forma de agradar aos convidados em ocasiões especiais. É também uma dança de salão para teenagers. A coreografia recorre a dois grupos distintos que batem palmas e chocalham canas de bambu. Os pés movem-se para trás e para a frente ao ritmo da música. A sincronia dos movimentos de pés e mãos cria um efeito visual muito atractivo.

Duração: 7’ 

 

Dança Pakarena

Esta dança evoca o mito do habitante dos céus (Boting Langi) o qual desce à terra onde encontra um homem chamado Lino. Antes de voltar ao céu, dedica-se ao ensino da filosofia da vida, da agricultura, da caça através de movimentos das mãos, tronco e pés. Daí deriva a dança ritual com que Lino expressa a sua gratidão ao habitante dos céus. Os bailarinos apresentam-se com as tradicionais vestes Gowa e empunham leques. A dança é muito calma e tranquila reflectindo o respeito das mulheres para com os maridos. Os movimentos flutuantes traduzem o ritmo da vida. Os bailarinos não podem nem abrir muito os olhos nem levantar muito as pernas. Os leques movem-se com graciosidade.

Duração: 5’ 


Dança Yospan

A dança Yospan é originária da Papua, a maior ilha da Indonésia. Yospan é um acrónimo de Yosim-Pancar. A dança, expressão de alegria depois de vencida uma guerra, tornou-se mais tarde um símbolo de amizade entre os habitantes da Papua e os de fora. Os bailarinos executam movimentos vigorosos, dinâmicos e atractivos. Para exprimirem o seu entusiasmo, os bailarinos atiram-se ao chão várias vezes. Os trajes de cores vibrantes contribuem para a alegria da dança.

Duração: 5’ 


Dança Indang


Indang, também designada por Badindin é baseada num conto da literatura tradicional. A dança é excutada em grupos e geralmente acompanhada de cânticos e ao som do tambor islâmico, o rebana. Originalmente, a dança destinava-se a difundir o proselitismo islâmico o que explica os temas islâmicos das canções que oram a Maomé. Os passos desta dança são geralmente executados por homens treinados em Anak Indang. Os movimentos são vigorosos e comparáveis ao silat, uma tradicional arte marcial.

Duração: 5’ 

 

Preço: € 10,00

Duração: 90’, sem intervalo

M/6

Organização: Fundação Oriente/Embaixada da Indonésia

 

Reserva de Bilhetes:
Telefone: 213 585 244
Fax: 213 585 215
E-mail: info@museudooriente.pt