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AUTO DA ÍNDIA

POR FOLIA

AUTO DA ÍNDIA

Domingo | 30 Abril | Auditório | 18.00

No Auto da Índia (1509) Gil Vicente antecipa as críticas aos efeitos perversos da miragem de enriquecimento fácil no Oriente, «que ao cheiro desta canela / o reino nos despovoa». Sendo homem de teatro, em vez de fazer diatribes cria uma situação: retrata uma jovem que se vê com casa posta e marido ausente durante os três anos de uma torna-viagem à Índia. Numa sociedade tradicionalista que acabava por privilegiar as aparências, esta mulher à rédea solta e em posição dominante representaria um «mundo às avessas». Procurámos dar expressão a estes conceitos: dois homens sobre andas dentro de vestidos que os sinalizam como mulheres manipulam literalmente as personagens masculinas, retratadas por títeres.


Dramaturgia e encenação José Henrique Neto  | Grafismo Diogo Vaz Cavaleiro | Marionetas e interpretação Diogo Vaz Cavaleiro e José Henrique Neto

Duração 40’, sem intervalo
Gratuito [mediante levantamento de bilhete no próprio dia]
M/12 anos