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CICLO CONCERTOS A ORIENTE

DIRECÇÃO ARTÍSTICA | GABRIELA CANAVILHAS

CICLO CONCERTOS A ORIENTE

30 Setembro ‘17 a 6 Janeiro ’18 | Auditório | 21.30

A Fundação Oriente apresenta o ciclo Concertos a Oriente em torno do conceito da sobreposição de hemisférios, da justaposição de culturas e do intimismo que ressalta em ambos os lados do mundo – o Ocidente e o Oriente – sempre que a música se apresenta como a voz duma identidade subliminar.
Nesta curta viagem em torno dum piano e de vozes fundidas num sopro intemporal, há ainda lugar para o violoncelo e para instrumentos renascentistas que reforçam a voz num repertório que atravessa culturas, estilos, épocas e nações.
Enquanto do Japão se materializam em música poemas universais pelos dedos de Gilda Oswaldo Cruz, a diáspora portuguesa do Renascimento soa com os Sete Lágrimas, a grande tradição musical europeia surge com Pavel Gonziakov e Jill Lawson e, com António Rosado, revisitamos a criação musical portuguesa de Luis de Freitas Branco e o orientalismo de Debussy. O Ano Novo é brindado com as vozes do Lisboa Cantat, fechando um ciclo que comprova a excelência dos intérpretes que se juntaram a nós nestes Concertos a Oriente. Os concertos serão comentados por Gabriela Canavilhas, à excepção do primeiro, comentado pela própria intérprete.

Preço | €12,00/concerto [descontos em vigor]
Assinatura Ciclo | €40,00/5 concertos



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Sábado | 30 Setembro
Com Gilda Oswaldo Cruz, piano e comentário

Duração | 75’, sem intervalo

Heitor Villa-Lobos (1887-1959)
Alma brasileira (Choros nº 5)
A manha da pierrete (de O Carnaval das Crianças)

Renaud Gagneux
(1946- )
Nojiriko (Suite de 7 peças para piano a partir de haikus de Issa e Mabesoone)
Oito haikus op.54 (de O perfume da Lua, de Buson Yosa)

Fréderic Chopin
(1810-1849)
Polonaise op. 26 nº 2; Dois Noturnos Op.9 nº 1 e op.62 nº 2; três Mazurkas op. 50

Francisco Mignone
(1897-1986)
Batucada (1952) *
*primeira audição em Portugal

Gilda Oswaldo Cruz começou a tocar piano aos nove anos, no Brasil. É formada pela Escola de Música da Universidade Federal [Rio de Janeiro] e Escola Superior de Música de Viena [Áustria]. Estudou ainda com Hans Graf, Bruno Seidlhofer, Yiya Diaz, Nise Obino e Arpad Bodo. Em 1963 conquistou o primeiro prémio no Concurso Internacional Elena Rombro-Stepanow. Com recitais um pouco por todo o mundo, tem-se também apresentado em duo com o violoncelista Josep Bassal e o percussionista Martin Hug. Leccionou cursos de interpretação musical no Brasil e Alemanha e gravou dois CDs dedicados a obras pianísticas de Claudio Santoro.






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Sexta | 27 Outubro
Com Pavel Gonziakov (violoncelo) e Jill Lawson (piano)
Frédéric Chopin | Etude op.25 nº7 (arr. A. Glazunov)
J. Brahms | Sonate nº 1 E minor op. 38
A. Glazunov | Elegie
D. Shostakovich | Sonate op. 40
Duração | 75’, sem intervalo

Pavel Gomziakov nasceu na Rússia e iniciou-se no violoncelo aos nove anos. Estudou na Academia Gnessin e no Conservatório de Moscovo, com Dmitri Miller e na Escola Superior de Música Rainha Sofia, em Madrid, com Natalia Schakhovskaya. Diplomou-se pelo Conservatório Nacional de Paris, na classe de Philippe Muller. Tem atuado regularmente na Europa, nas Américas e no Japão, integrando diversas orquestras internacionais. Colaborou com a pianista Maria João Pires num disco dedicado a Chopin que foi nomeado para um Grammy, tendo actuado juntos em várias ocasiões. No domínio da música de câmara colabora também com Augustin Dumay, Louis Lortie, Andrei Korobeinikov, Vanessa Wagner e Anastasya Terenkova.

Jill Lawson tem nacionalidade americana e portuguesa. Foi educada na Bélgica, onde iniciou a formação em piano aos oito anos. Estudou com Jan Wijn e obteve o mestrado em música no Peabody Institute, em Baltimore, com Leon Fleisher e Ellen Mack. Entre os diversos prémios e distinções destaca-se o segundo lugar no Concurso Internacional Vianna da Motta no início da carreira. Além das atuações como solista com orquestras internacionais, a sua paixão é também a música de câmara. Faz parte do duo Lawson & Lawson com o irmão e trabalha também regularmente com diversos cantores. É docente na Escola Superior de Artes Aplicadas em Castelo Branco onde lecciona piano e o curso de reportório para cantores.






DIÁSPORA.jpg
Sábado | 4 Novembro
DIÁSPORA
Por Grupo Renascentista Sete Lágrimas
Duração | 75’, sem intervalo

  • Anónimo (séc. XVI), Na fomte está Lianor
  • Tradicional (Macau), Bastiana
  • Anónimo (séc. XVI), Senhora del mundo
  • Joaquim António da Silva Calado (1848-1880), Flor amorosa
  • Anónimo (séc. XVI), Dic nobis Maria/Dalha den cima del cielo
  • Tradicional (Timor), Mai fali é
  • Gaspar Fernandes (*1565-1629), Tururu farara con son
  • Gaspar Fernandes (?1565-1629), Xicochi conentzitle
  • Anónimo XVI/XVII, No soy yo quien veis vivir
  • Filipe Faria e Sérgio Peixoto s/ texto anónimo (séc. XVI), Triste vida vivyre (contrafactum textual sobre salmo La Terre au Seigneur appartient de Claude Goudimel (?1514-1572))
  • Filipe Faria (n. 1976) e Sérgio Peixoto (n. 1974) s/ texto de vilancico anónimo (s. XVI), Parto triste saludoso
  • Artur Ribeiro (1924-1982), Rosinha dos limões
  • Manuel Machado (c.1590-1646), Dos estrellas le siguen
  • Tradicional (África do Sul/Moçambique), Yamukela (s/ arr. Pe. Arnaldo Taveira Araújo OFM (n. 1929))
  • Filipe Faria e Sérgio Peixoto s/ texto Lope de Vega (1562-1635), El pesebre
  • Romance Sefarad (Marrocos), Mosé salió de Misraim

Filipe Faria, voz | Sérgio Peixoto, voz | Sofia Diniz, viola da gamba | Tiago Matias, vihuela, guitarra barroca e tiorba | Mário Franco, contrabaixo | Rui Silva, percussão histórica

Fundado em 1999 por Filipe Faria e Sérgio Peixoto, Sete Lágrimas dedica-se aos diálogos da música antiga com a contemporaneidade bem como da música erudita com as tradições seculares. Juntando músicos de diferentes horizontes, desenvolve projectos conceptuais que derivam de investigações musicológicas, bem como de processos de inovação e criatividade em torno dos sons, instrumentário e memórias da música antiga, com destaque para o repertório da diáspora portuguesa dos descobrimentos e o eixo latino mediterrânico.
Desde a sua fundação, o grupo desenvolve uma intensa actividade, realizando mais de trezentos e cinquenta concertos em doze países da Europa e Ásia, a par de uma discografia que conta já com doze títulos editados.






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Sexta | 15 Dezembro
António Rosado, piano
Duração | 55’, sem intervalo

Fernando Lopes-Graça (1906 - 1994)
Suite in Memoriam Bela Bartók nº 5
1. Prelúdio, 2. Vesperal, 3.Contradança, 4. Barcarola, 5. Loa, 6. Tocatina

Luís de Freitas Branco (1890 - 1955)
Dos Dez Prelúdios dedicados a Viana da Mota
6. Moderadamente animado, 9. Moderado não lento, 8. Muito animado

Maurice Ravel (1875 - 1937)
Sonatine
1. Moderé, 2. Mouvement, 3. Animé

Claude Debussy (1862 - 1918)
Estampes
1. Pagodes, 2. La soirée dans Grenade, 3. Jardins sous la pluie,
Suite pour le piano
1. Prélude, 2. Sarabande, 3. Toccata

António Rosado é um "intérprete que domina o que faz. Tem tanto de emoção e de poesia, como de cor e de bom gosto" (in Diapason). Com uma carreira reconhecida nacional e internacionalmente, corolário do seu talento e do gosto pela diversidade, expressos num extenso repertório pianístico a solo, em música de câmara e com orquestra, é laureado pela Academia Internacional Maurice Ravel, Academia Internacional Perosi, Concurso Internacional Vianna da Motta e Concurso Internacional Alfredo Casella de Nápoles. Em 2007, o Governo Francês concedeu-lhe o grau de Chevalier des Arts et des Lettres.






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Sábado | 6 Janeiro
CONCERTO DE ANO NOVO
Coro Lisboa Cantat
Duração | 75’, sem intervalo

Para o concerto do dia de Reis, é proposto um programa com acompanhamento ao piano que incluí alguns temas portugueses alusivos à quadra do Natal aos Reis da autoria de Eurico Carrapatoso e Fernando Lopes Graça, duas canções de John Rutter, alguns excertos de obras corais sinfónicas, como L’enfance du Christ de Hector Berlioz, da Oratória de Natal de C. Saint-Saens e 10 coros de O Messias de G. F. Haendel.

Activo desde 1977, o Coro Sinfónico Lisboa Cantat (CSLC) é um coro amador com cerca de 80 elementos na sua formação principal. Tem contribuído para a divulgação da música erudita portuguesa, estreando regularmente obras de compositores portugueses contemporâneos. Foi coro associado da temporada 2010/2011 do CCB e mantem, desde 1999, uma parceria com a Orquestra Metropolitana de Lisboa.

Patrocínio NOVO BANCO


INFORMAÇÕES E RESERVAS
T. 21 358 52 44/200 | bilheteira@foriente.pt | Ticketline 1820 | www.ticketline.sapo.pt