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SOLISTAS DA METROPOLITANA


SOLISTAS DA METROPOLITANA

DIVERTIMENTOS DE PARIS

Sábado| 7 Abril | 16.00 | Gratuito

  • V. D’Indy, Sarabande et Menuet, Op. 72
  • A. Roussel, Divertissement, Op. 6
  • J. Françaix, L’heure du berger
  • F. Poulenc, Sexteto FP 100


Janete Santos [flauta], Sally Dean [oboé], Nuno Silva [clarinete], Lurdes Carneiro [fagote], Jérôme Arnouf [trompa], Anna Tomasik [piano]
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A FLAUTA NO SÉCULO XX
Sábado | 12 Maio | 16.00 | Gratuito

Bohuslav Martinů (1890-1959) – Sonata N.º 1 para Flauta e Piano, H. 306 (1945)
(duração aproximada: 20’)
I. Allegro moderato
II. Adagio
III. Allegro poco moderato

Fernando Lopes-Graça (1906-1994) – Andante e allegro (1984)
(duração aproximada: 6’)

Sergei Prokofiev (1891-1953) – Sonata para Flauta e Piano em Ré Maior, Op. 94 (1943)
(duração aproximada: 26’)
I. Andantino
II. Allegretto scherzando
III. Andante
IV. Allegro con brio


Janete Santos [flauta], Francisco Sassetti [piano]

Este programa convida a conhecer de perto três belíssimas obras do repertório para Flauta e Piano. Percorre geografias improváveis, desde a península do Cabo Cod, situada no nordeste dos E.U.A, até ao sudeste do Casaquistão, com uma breve paragem na linha de Cascais. São estes os lugares onde foram compostas, respetivamente, a Sonata para Flauta e Piano N.º 1 do compositor checo Bohuslav Martinů, a Sonata para Flauta e Piano do russo Sergei Prokofiev, e o precioso Andante e allegro do português Fernando Lopes-Graça. Martinů refugiou-se nos E.U.A. em 1941, fugido das tropas nazis. Foi aí que, quatro anos mais tarde, compôs esta obra cujo último andamento tem a curiosidade de se recriar em torno do canto característico de uma ave da família dos noitibós, autóctone daquela região. Pela mesma altura, em plena Segunda Grande Guerra, Prokofiev achava-se na Ásia Central, a milhares de quilómetros de Moscovo, para trabalhar no filme Ivan o Terrível de Sergei Eisenstein. Nesse mês de setembro de 1942 esboçou os quatro andamentos desta sonata. Entretanto, Lopes-Graça já havia regressado de Paris. Mais tarde, após a Revolução dos Cravos, atravessou um dos períodos mais produtivos da sua carreira, vividos na Parede. Conquistou então maior reconhecimento público, compôs obras grandiosas, como o Requiem para as vítimas do fascismo em Portugal (1979), mas também pequenas miniaturas, como o Andante e Allegro, de 1984. Em cerca de 6 minutos, esta peça instala-se numa sonoridade predominantemente atonal e explora o contraste expressivo de duas dinâmicas distintas, um Andante bucólico e um Allegro convulso.


QUARTETOS ROMÂNTICOS: BRAHMS, VIANNA DA MOTTA
Domingo | 27 Maio | 17.00 | Gratuito


José Vianna da Motta* (1868-1948) | Quarteto de Cordas N.º 2 em Sol Maior (1895)

I. Allegro vivace
II. Cena nas montanhas: Adagio
III. Presto


Johannes Brahms (1833-1897) | Quarteto de Cordas N.º 3 em Si Bemol Maior, Op. 67 (1875-1876)

I. Vivace
II. Andante
III. Agitato. Allegretto non troppo
IV. Poco allegretto con variazioni


Alexei Tolpygo, Ágnes Sárosi [violinos], Irma Skenderi [viola], Nuno Abreu [violoncelo]

Johannes Brahms compôs três quartetos de cordas, o último dos quais esboçado em 1875, durante um período de férias passado numa pequena vila situada a 100 quilómetros de Frankfurt. Sabe-se que foi uma estadia relaxante, apesar de dedicada ao trabalho. Essa descontração reflete-se na fluência criativa da obra, em contraste com o processo penoso que se estendeu durante mais de vinte anos e conduziu à estreia da sua primeira Sinfonia, no ano seguinte. Apesar da sobriedade e solidez da partitura, o quarteto apresenta um estado de ânimo espirituoso e jovial, o que se deve, em parte, aos dois temas do 1.º andamento, que resultam da apropriação de melodias tradicionais. O mesmo acontece no Finale, com sucessivas variações sobre uma melodia popular. Por sinal, este é um dos aspetos que coincide no Quarteto de Cordas N.º 2 de José Vianna da Motta, onde o segundo e terceiro andamentos fazem uso ostensivo de melodias recolhidas no folclore do nosso país. O músico português havia-se instalado em Berlim em 1882, então com catorze anos de idade. Apesar de ter sido, acima de tudo, um pianista de prestígio internacional, compôs um importante número de obras onde buscou uma identidade musical portuguesa – o exemplo mais emblemático é a Sinfonia À Pátria, composta um ano antes, em 1894. Ainda assim, a afinidade com o estilo clássico de Brahms reconhece-se, sobretudo, no primeiro andamento, cujas páginas se julgaram perdidas. Foram descobertas em 1998 no espólio de Bernardo Moreira de Sá, o violinista portuense cujo Quarteto estreou a obra em novembro de 1895.


* Efeméride do 150. º aniversário do nascimento de Vianna da Motta (1868-1948)

Gratuito [mediante levantamento de bilhete no próprio dia] | M/6 anos