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IDENTITY: TOWARDS A REFLEXIVE REGIONALIST PRACTICE OF ARCHITECTURE

CONFERÊNCIA

IDENTITY: TOWARDS A REFLEXIVE REGIONALIST PRACTICE OF ARCHITECTURE

Sábado | 21 Abril
Com Li Xiaodong
Horário | 15.00 às 16.00
Conferência em inglês sem tradução simultânea
Entrada livre sujeita à capacidade da sala

«I have no intention here to promote the ‘form’ as a blueprint. It, at most, opens up possibilities. This is why that I dare not to use the word “contemporary Chinese architecture” to describe my practice, but “reflexive regionalist architecture”.
Here, to be “reflexive” as in ‘dialogue with’ a situation, through which, an objective understanding of the situation could be established; to be “regional” is here different from the ‘picturesque’ or, ‘iconic’ regionalist architecture (by which, architecture was understood as a tool to demonstrate a cultural presence as a fixed entity), what I have been proposing is to understand the “regional” as comprehensive, dynamic and sustainable ‘condition’ of place – a tabula rasa, that solutions could be based on and emerged from.»

Li Xiaodong, nascido em 1963, é arquiteto pela Escola de Arquitetura da Universidade de Tsinghua e doutorado pela Escola de Arquitetura da Universidade de Tecnologia de Delft. A sua atividade inclui, além da prática de arquitetura – entre projectos de interiores e intervenções à escala urbana –, o ensino e a investigação. O trabalho de Li Xiadong é largamente premiado. Entre as mais prestigiadas nomeações, destaca-se o projeto para a Bridge School na província de Fujian, vencedor do prémio AR(review) Emerging Architecture Award, em 2009, bem como o 2010 Aga Khan Award, em arquitetura. A obra da Biblioteca de Liyuan foi premiada pelo UNESCO Jury Award for Innovation, entre outras distinções.
Enquanto investigador, a sua atividade abrange temas que vão dos estudos culturais, da história e teoria da arquitetura, até aos estudos urbanos. Como pensador e autor, destaca-se o livro Chinese Conception of Space (1991).
Como arquitecto desenvolve uma procura que se funda sobre a apropriação da "arquitetura chinesa”, conjugando modos tradicionais e contemporâneos de expressão, conhecimentos técnicos e pensamento artístico. A sua arquitetura combina uma exploração espiritual das ideias com o pensamento racional, e baseia-se numa permanente investigação dos conceitos subjacentes ao contexto espacial chinês. Destaca-se a atenção ao contexto cultural e climático, bem como a ambição de procurar capturar a essência espiritual do lugar, com busca de tranquilidade e harmonia.
Li Xiaodong rejeita os estilos arquitectónicos – como limites ao único e ao criativo. No entanto, não deixando de valorizar a relação entre tradição e modernidade, privilegia o conhecimento consolidado e adquirido na experiência ancestral, como base sólida para resolver novos problemas. Acredita que o bom desenho é o resultado do encontro da exploração espiritual das ideias com o pensamento crítico racional, com envolvimento tanto do conhecimento técnico como do juízo artístico.
Nessa aproximação sensorial, crê que a riqueza de um bom desenho depende de como uma matriz de detalhes, escala, proporção e senso comum é cuidadosamente orquestrada.