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DOCLISBOA NO MUSEU DO ORIENTE

TRANSMISSÃO, TERRITÓRIOS IMAGINADOS

DOCLISBOA NO MUSEU DO ORIENTE

3, 10, 17 e 24 Fevereiro 2019 | Auditório | 17.00 | Gratuito
PROGRAMAÇÃO | Cíntia Gil

Este programa pretende centrar-se em filmes que nascem de um duplo movimento: a transmissão de histórias, mitos e desejos (entre gerações, entre povos, entre eras) associada à territorialidade, e a imaginação, através do cinema, de territorialidades outras, de territórios de pertença cuja topografia é sobretudo afectiva. Para o Museu do Oriente, o DocLisboa preparou um programa de filmes que trabalham directamente em relação com as grandes transformações geopolíticas da modernidade - da emigração para novos eldorados, à construção de um país simbólico através de uma indústria de cinema, das cidades de pertença onde nunca se foi, às memórias de lugares que já não podem ser encontrados.

Os filmes apresentados perfazem 4 sessões, uma delas com uma estreia em Portugal.


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3 Fevereiro
CITY OF JADE
Midi Z, Taiwan / Birmânia, 2016, 99’
(Estreia em Portugal)
O realizador tinha apenas 5 anos quando o seu irmão mais velho, ainda com 16 anos, abandonou a família. Surgiram rumores de que haveria encontrado tesouros na mítica “Cidade do Jade”. Só o voltou a ver anos depois, afinal um homem pobre e viciado em ópio.
Anos passaram, o realizador sai da escola de cinema em Taiwan, e o irmão é libertado da prisão de Mandalay. Fraco mas ainda agarrado à esperança de encontrar uma grande pedra de jade e ficar rico do dia para a noite decide voltar para as minas, como inúmeros outros no estado de Kachin, na fronteira da Birmânia com a China, um lugar devastado pela guerra. Midi Z seguiu-o.
Este é um lugar onde heróis, aventureiros e almas desesperadas vivem, escavam, e buscam o jade, perseguidos pelos militares, doentes de malária, com o ópio como consolo na sua furiosa busca do grande tesouro.



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10 Fevereiro
THE GREAT NORTH KOREAN PICTURE SHOW
James Leong e Lynn Lee, Singapura (filmado na Coreia do Norte), 2012, 93’
(selecção oficial do Doclisboa’13)
A indústria cinematográfica norte-coreana é uma ferramenta crucial na maquinaria de propaganda do regime. Pela primeira vez, realizadores estrangeiros puderam entrar na única escola de cinema do país - uma instituição de elite, onde jovens talentos são treinados para criar obras, não apenas para entreter, mas para ajudar a moldar a psique de uma nação inteira, construindo assim, pelo cinema, a auto-representação de um país e de um povo.



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17 Fevereiro
ISMYRNA
Joana Hadjithomas e Khalil Joreige, Líbano / França / EAU, 2016, 50’
(selecção oficial Doclisboa’16)
Joana Hadjithomas e a poeta Etel Adnan encontraram-se há 15 anos atrás. Rapidamente se tornaram próximas, pela partilha de uma cidade onde nunca estiveram: Esmirna, na Turquia. As suas histórias pessoais, as imagens que possuem e as remetem para esse lugar de um passado seu mas onde nunca estiveram, dão-nos o pano de fundo para as mudanças na região após a queda do Império Otomano.



DIS-MOI.jpg
17 Fevereiro
DIS-MOI
Chantal Akerman, França, 1982, 45’
(selecção oficial Doclisboa’12)
Akerman realizou este documentário no quadro de uma série de televisão sobre avós. A realizadora visita três mulheres idosas de ascendência judia e pede-lhes que lhe falem das suas avós. Sentadas nas suas salas de estar, filmadas em planos fixos, um mundo inteiro desaparecido em campos de concentração regressa à vida nas suas palavras.



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24 Fevereiro
ONCE I ENTERED A GARDEN
Avi Mograbi, França / Israel, Suíça, 2012, 97’
(selecção oficial Doclisboa’13)
O filme fantasia um Velho Médio Oriente, em que as comunidades não se dividiam étnica ou religiosamente, em que nem as fronteiras metafóricas tinham lugar. Na aventura conjunta de Ali e Avi, na viagem que empreendem às próprias histórias partilhadas, o Médio Oriente de outrora - aquele em que podiam coexistir sem esforço - ressurge facilmente.