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TRÊS EMBAIXADAS EUROPEIAS À CHINA

CICLO DE CONFERÊNCIAS

TRÊS EMBAIXADAS EUROPEIAS À CHINA

Sextas | 25 Janeiro, 22 Fevereiro e 29 Março |18.00 | Entrada gratuita

No âmbito da exposição Três Embaixadas Europeias à China este ciclo apresenta três retratos de outras tantas épocas e momentos históricos, que assistiram às iniciativas diplomáticas lideradas pelos Frei Lourenço de Portugal (1245), Tomé Pires (1517) e Francisco Pacheco de Sampaio (1752-3).


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SESSÃO 1 | NUM MUNDO DIFERENTE. PACHECO DE SAMPAIO NA CHINA DOS QING, 1752-1753

Por António Vilhena de Carvalho
Nesta conferência fala-se do mundo de Pacheco de Sampaio, no qual a Europa continua a ir à procura da Ásia, em novos moldes e com novos protagonistas. Um mundo em que já participam activamente a América e África, graças a novos caminhos marítimos, mais largos e mais rápidos. Um mundo no qual se começam a descortinar já as grandes mudanças que a Revolução Científica e a Revolução Industrial iriam trazer à escala global. Às quais a China da dinastia Qing não foi impermeável, como muitos ainda julgam.


António Vilhena de Carvalho é doutorando pela Universidade Católica Portuguesa (PiudHist, Programa Interuniversitário de Doutoramento em História) e possui um mestrado em Estudos Asiáticos e uma licenciatura em Direito pela mesma Universidade. Os seus trabalhos de investigação atuais centram-se sobre a China das primeiras décadas do século XX e sobre a imagem que ela projeta, à época, em países como Portugal e o Reino Unido.


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SESSÃO 2 | O PRIMEIRO EMBAIXADOR EUROPEU À DINASTIA MING – TOMÉ PIRES (1517)

Por Jorge Santos Alves
Nesta conferência fala-se do mundo de Tomé Pires, farmacêutico, quadro administrativo e diplomata, que se estendia desde Lisboa à China, mas tinha o seu epicentro asiático em Malaca. Malaca, centro importante do mundo poli-centrado que era o Estreito de Malaca, a autoestrada marítima de ligação entre o Mediterrâneo e o Índico, e o Mar da China. Agora, no mundo de Pires era a Europa que se aproximava da Ásia, em modo de conquista, mas também de comércio e diplomacia.  A diplomacia que, em 1517, haveria de tornar Pires no primeiro embaixador de um Estado europeu à dinastia Ming, que governava a China desde 1368. Uma embaixada que deixou ecos no presente das mais variadas formas e que inspirou romancistas e artistas plásticos contemporâneos. E que se perpetua na toponímia da mais bem-sucedida criação do entendimento entre Portugal e a China, que é Macau.


Jorge Santos Alves é Professor Auxiliar Convidado da Faculdade de Ciências Humanas (Universidade Católica Portuguesa, Lisboa) e Coordenador do Instituto de Estudos Asiáticos ( e do Mestrado em Estudos Asiáticos da mesma universidade. É investigador-sénior do Centro de Estudos de Comunicação e Cultura (FCH-UCP) e foi professor convidado da Universidade de Macau (2003-2010), onde ensinou entre 1990 e 1996.


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SESSÃO 3 | A EUROPA E A PAX MONGOLICA. A EMBAIXADA DE FREI LOURENÇO DE PORTUGAL (1245)

Por Cristina Costa Gomes
Nesta conferência mostra-se que a Ásia e o Médio e Próximo Oriente, se aproximavam da Europa, mesmo se através da expansão militar e territorial do Império Mongol. O mundo de frei Lourenço de Portugal é marcado pela abertura de um canal diplomático entre a Europa cristã, liderada pelo Papado, e o império mongol, mas também por trocas culturais e económicas à escala global, e nas quais mundo islâmico (na Península Ibéria, no Médio e Próximo Oriente e mesmo no Oceano Índico) era uma parte activa.

Cristina Costa Gomes é Mestre (2000) e Doutora (2008) em História Moderna pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e Investigadora Integrada do Centro de Estudos Clássicos dessa Universidade. É docente, desde 1998, na Escola Superior de Artes Decorativas da Fundação Ricardo do Espírito Santo Silva. Tem desenvolvido investigação e publicado diversos artigos e livros nas áreas de Relações Interculturais entre a Europa e a China (Sécs. XVI a XVIII), Renascimento e Humanismo em Portugal (Séc. XVI) e Paleografia e Edição de Textos (Sécs. XVI a XVIII).