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SOU FUJIMOTO

FUTURO DOMÉSTICO PRIMITIVO

SOU FUJIMOTO

Inauguração | 21 Fevereiro | 18.30
Até 26 Maio

Sendo um dos mais influentes arquitectos japoneses da sua geração, Sou Fujimoto (Hokkaido, 1971) procura reconduzir-nos às origens do espaço construído propondo-nos uma arquitectura inspirada na ideia de floresta. Estabelecendo uma analogia entre esta e a cidade de Tóquio, onde trabalha, aponta a experiência, a diversidade e o conforto como elementos de ligação entre estas duas realidades, sendo que noções daqui decorrentes como complexidade (entre ordem e caos), coexistência (de diferentes elementos) e externalidade (como possibilidade de descoberta) informam projectos que oscilam entre o “micro espaço doméstico” e a “mega estrutura urbana”. Edifícios de assinalável rigor geométrico, espacial e construtivo diluem a percepção da escala dos objectos, dos seus limites e respectivos usos, procurando conformar, assim, uma arquitectura ligada à história primordial da humanidade, definindo um futuro primitivo. Explorando gradações onde (no Ocidente) encontramos tradicionalmente oposições (transparência/opacidade, interior/exterior, luz/sombra, etc.), este enquadramento conceptual é particularmente operativo nos programas de âmbito residencial, onde a casa se assume simultaneamente elemento singular (árvore-casa) e parte interactiva de um todo plural (floresta-cidade). Ao investigar a relação mais íntima do indivíduo com o espaço que habita e consequentes relações deste com o contexto, as construções daqui resultantes potenciam novas noções de natureza e outras formas de ambiente construído (a casa como cidade e a cidade como casa), tornando o habitante em elemento orgânico desta concepção do ambiente doméstico.

Partindo de uma selecção de casas projectadas e construídas em território nipónico por Fujimoto, aqui apresentadas através de vídeos, fotografias, maquetes e outros elementos, Futuro Doméstico Primitivo incide sobre a concepção do habitar por si explorada – com especial enfoque no modo flexível como este actua através das diversas escalas, afirmando a pluralidade da actividade humana e a diversidade espacial daí decorrente – e constitui uma oportunidade única de divulgar uma perspectiva específica do privado japonês ao público português através da demonstração do espírito heurístico implícito na obra deste singular arquitecto.

Comissário João Almeida e Silva

 

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