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BEETHOVEN, SONATAS E TRIO

SOLISTAS DA METROPOLITANA

BEETHOVEN, SONATAS E TRIO

Domingo | 15 Dezembro | Auditório | 16.00 | Gratuito

Joana Dias (violino), Catarina Gonçalves (violoncelo), Francisco Sassetti (piano)

PROGRAMA DETALHADO
Ludwig van Beethoven (1870-1927)

  • Sonata para Violino e Piano N.º 4, em Lá Menor, Op. 23 (1800-1801) [20’]
  1. Presto
  2. Andante scherzoso, più allegretto
  3. Allegro molto

  • Sonata para Violoncelo e Piano N.º 1, em Fá Maior. Op. 5/1 (1796) [24’]
  1. Adagio sostenuto - Allegro
  2. Rondo: Allegro vivace

  • Trio com Piano N.º 4, em Si Bemol Maior, Op. 11, Gassenhauer (1797-1798; para violino, violoncelo e piano) [20’]
  1. Allegro con brio
  2. Adagio
  3. Tema con variazioni (Pria ch’io l’impegno): Allegretto

Percorrer o catálogo de música de câmara de Ludwig van Beethoven é uma maneira interessante de entender os impulsos e os impasses de um trajeto criativo onde normalmente se destacam as composições mais imponentes e mais tardias. Neste programa temos a oportunidade de conhecer três composições que remontam ao período em que o músico rondava os trinta anos de idade. Coincide, portanto, com o fim do «primeiro período criativo de Beethoven», durante o qual emergiu um estilo de escrita único, baseado em Haydn e em Mozart, mas transcendendo todas as expectativas. É bom lembrar que foi pela mesma altura que teve lugar a estreia da Sinfonia N.º 1, em abril de 1800, e que já tinham passado mais de sete anos desde que o músico se instalara em Viena.

Os Solistas da Metropolitana começam por interpretar a Sonata para Violino e Piano N.º 4. São três andamentos que demonstram bem aquele cunho vanguardista, com ideias musicais curtas e incisivas, contrastes dinâmicos, fraseios imprevisíveis que contrariam as preferências delico-doces. Já a Sonata para Violoncelo N.º 1 havia sido composta quatro anos antes, em 1796, curiosamente em Berlim, durante uma digressão. Foi, por isso, dedicada a Frederico Guilherme II, pouco tempo antes de ser tornar rei da Prússia. Curiosamente, esta obra limita-se a dois andamentos: uma introdução solene, à maneira das sinfonias de Haydn, e o bom humor de um Rondó cheio de caráter. Por fim, violino, violoncelo e piano juntam-se num trio cuja partitura permite a possibilidade de substituir o violino pelo clarinete. Destaca-se, ainda, a curiosidade de o seu último andamento consistir numa série de variações sobre um melodia que seria então muito popular em Viena e que provinha da ópera L’amor marinaro, de Joseph Weigl. Explica-se assim a razão deste trio ser também conhecido pelo nome de Gassenhauer («canção popular», em alemão). E, cena, é uma ária cantada ao pequeno almoço por um professor de música com apetite insaciável.

Duração 75', sem intervalo | M/6 anos
Entrada gratuita, mediante levantamento do bilhete no próprio dia

 

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