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A ROTA DA SEDA E OS DESCOBRIMENTOS

CURSO

A ROTA DA SEDA E OS DESCOBRIMENTOS

8, 15 e 29 Fevereiro; 7, 14, 21 e 28 Março; 4 Abril
Com João Paulo Oliveira e Costa
Sábados | 10.00 às13.00
Preço €110 | Participantes mín. 20

Com a sedentarização, as comunidades humanas começaram a negociar à distância e surgiram os primeiros aventureiros e mercadores. Ao longo dos últimos dez mil anos, a Eurásia desenvolveu gradualmente um sistema de comunicação global a que hoje nos referimos como a Rota da Seda. Pistas caravaneiras e rotas de navegação possibilitaram a circulação de mercadorias, de gentes, saberes e ideias. A era dos Descobrimentos representou uma intensificação das euro-asiáticas, além do início da globalização. Com a criação da Rota do Cabo, os Portugueses deram um novo fôlego à milenar Rota da Seda, cuja história este curso dará a conhecer, ao longo de oito sessões.

PROGRAMA
1 – A EURÁSIA NA ANTIGUIDADE
Após a Revolução do Neolítico, as novas civilizações sedentárias tornaram-se centros produtores e receptores dando início a contactos de longa distância nunca antes estabelecidos pela humanidade. Lentamente, emergiram rotas que ligavam essas civilizações e por onde circulavam produtos, tecnologias e religiões.

2 – A ÁGUIA E O DRAGÃO (séc. IIIAC - IIIAD)
Os primeiros impérios globalizadores despontaram na Ásia Ocidental e o mais extenso foi o de Alexandre na segunda metade do século IV AC. No século seguinte surgiram novos impérios nas duas extremidades da Eurásia, Roma e a China – duas sociedades sofisticadas e ávidas de produtos exóticos que provocaram uma intensificação do comércio por todo o Velho Mundo.

3 – AS PULSÕES GLOBALIZADORAS NA EURÁSIA (séc. VII-XV)
O colapso dos dois impérios não impediu a continuidade do comércio euroasiático bem como a expansão de religiões universalistas, o Budismo, o Cristianismo e o Islão. Mongóis e Árabes espalharam-se por todo este vasto mundo, também percorrido por exploradores, como Marco Polo, e mais tarde pelos juncos chineses que chegaram a ser os senhores do oceano Índico.

4 – A REVOLUÇÃO DOS DESCOBRIMENTOS
No século XV, uma pequena viagem realizada por um punhado de homens numa embarcação de pequeno porte assinalou uma viragem irreversível na História da humanidade. No espaço de 88 anos, as navegações portuguesas e castelhanas revelaram a configuração do Atlântico e descobriram um novo continente e um novo oceano, a mesmo tempo que Lisboa estabelecia a primeira ligação directa entre a Europa e os povos do oceano Índico.

5 – A CRIAÇÃO DO ESTADO DA ÍNDIA E DA ROTA DO CABO
Após as viagens de Vasco da Gama e Pedro Álvares Cabral (1497-1501), D. Manuel I impôs uma política imperialista nas águas afro-asiáticas, que lhe permitiu viabilizar a tão desejada nova rota das especiarias. No entanto, a Carreira da Índia transportou desde o início muitas outras raridades, como a seda, os perfumes, as madeiras exóticas ou as porcelanas, que há séculos circulavam pela Rota da Seda.

6 – DE LISBOA AO MAR DA CHINA
Entre 1509 e 1557 portugueses e chineses aprenderam a conhecer-se e a serem mutuamente úteis.; fo, um processo lento e difícil, mas que se concluiu com a emergência de Macau como um porto de dimensão intercontinental. Os navios do império português tornaram-se, assim, em novas peças da milenar Rota da Seda.

7 – A GLOBALIZAÇÃO ATRAVÉS DA ROTA DA SEDA
Na segunda metade do século XVI o mundo ficou envolvido por rotas transoceânicas, que atravessam todos os oceanos, e pessoas, animais, plantas, objectos, conhecimento científico e religiões circularam como nunca sucedera antes.

8 – NOVOS IMPÉRIOS E NOVOS HÁBITOS DE CONSUMO
No final do século XVI a situação nos mares da Ásia mudou significativamente, quer pela emergência de novas dinastias interessadas no mar, desde a Pérsia até ao Japão, quer pela chegada de novos impérios marítimos europeus aos mares da Ásia. A nova conjuntura provocou o desenvolvimento de novos negócios intercontinentais e a Rota da Seda ganhou novos produtos, como os tecidos de algodão e o chá. Os espólios retirados de naufrágios de navios que faziam a ligação entre a Ásia e a Europa demonstram à saciedade a intensidade e diversidade desses negócios.

João Paulo Oliveira e Costa é Historiador e escritor, Professor catedrático da NOVA-FCSH, Director do CHAM -centro de Humanidades e Coordenador da Cátedra UNESCO "O património dos oceanos"

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