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A VOZ LÍRICA: ÁRIAS E CANÇÕES

CICLO PIANO FORTE

A VOZ LÍRICA: ÁRIAS E CANÇÕES

25 Janeiro | Auditório | 19.00 | €12 [descontos em vigor]
Recital com Isabel Alcobia (canto) e Shao Ling (piano)

PROGRAMA
  • Montanha Yi Meng |  Ruan Ruoshan
  • Caminho da Luz Solar | Zhang Hongguang
  • Saudades da minha terra | Francisco Lacerda
  • Quero cantar ser alegre  | Francisco Lacerda
  • Canção triste | Francisco Lacerda
  • Amores, amores | Vianna da Motta
  • Pastoral | Vianna da Motta
  • Alma minha | João Arroyo
  • Chorinho do mê filho António | Eurico Carrapatoso
  • Querem ver essa menina-modinha | Francisco Leal
  • Esta noite-Lundum | Francisco Leal
  • Lundú da Marqueza dos Santos |  Villa-Lobos   
            
Intervalo

  • “Cancion de la Paloma” (El Barberillo de Lavapies) |   F.A. Barbieri 
  • “Sierras de Granada” (La Tempranica) | J.Giménez
  • “Les Filles de Cadix”  | Leo Delibes                 
  • “Air des bijoux”  (Faust) | C. Gounod
  • “Pace, pace mio Dio” (La Forza del destino) | G. Verdi

                           
Duração 75’, com intervalo
€12 [descontos em vigor]                   
M/6 anos

Este programa abraça o género canção, em duas das suas vertentes, uma mais erudita e outra mais popular, próxima da canção urbana, e o repertório lírico para o palco, também em duas das suas vertentes, a Ópera, numa linguagem mais erudita, e a Zarzuela, numa abordagem mais popular.

As duas canções chinesas da abertura articulam imediatamente a serenidade de uma melodia montanhosa com a velocidade e energia moderna de uma canção urbana; simultaneamente, representam um gesto de celebração ao Ano Novo Chinês 2020, que se festeja nessa noite através da música no Museu Oriente. 

As canções portuguesas de Francisco Lacerda aqui apresentadas representam algumas das suas últimas criações no género canção onde é possível detetar que a influência que a música francesa teve na escrita do compositor. Por outro lado, nas obras de Viana da Motta é possível perceber a proximidade ao Lied alemão.
A canção de João Arroyo aqui apresentada usa o conhecido soneto de Camões, Alma Minha Gentil que te Partiste, sendo um exemplo do uso do riquíssimo património da poesia portuguesa posta em música.

A obra de Eurico Carrapatoso, composta já em finais do século XX, faz neste programa a transição para as canções de carácter mais urbano, pois usa uma linguagem que se aproxima do estilo da modinha luso-brasileira e do Lundum.

Na segunda parte, constituída por repertório concebido para cena, apresenta dois excertos de duas Zarzuelas, estilo próprio da cultura espanhola no campo da ópera popular ou mais ligeira. Les Filles de Cadix, de Leo Delibes, sendo uma canção, faz neste programa a transição do estilo anterior para a ópera francesa com a Air des bijoux  do Fausto de Gounod. O programa termina com um dos mais importantes exemplos da ópera italiana, Verdi.  

Shao Xiao Ling iniciou o seu estudo de piano aos seis anos de idade, tendo como professora a sua mãe, pianista profissional. Em 1992, concluiu o Curso Complementar de Piano no Conservatório de Música de Shanghai, sob orientação da Professora Zhang Yue Qin. Veio para Portugal como bolseira da Fundação Oriente, tendo estudado com os professores Vitali Dotsenko e Álvaro Teixeira Lopes. Trabalhou, igualmente, sob orientação da pianista consagrada Helena Sá e Costa. Em 1997, concluiu o Curso de Licenciatura em Ensino de Música pela Universidade de Aveiro e em 2001 concluiu com distinção o Mestrado em Piano Performance no Conservatório Superior de Roterdão.  Em 2011, concluiu o Doutoramento em Música com a tese intitulada “Dialogo entre Tradição e Contemporaneidade na Música erudita do Século XX”.
É detentora de vários prémios e na sua carreira de concertista, tem-se apresentado em Portugal e no estrangeiro, em recitais a solo e festivais. É professora auxiliar do Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro e  tem integrado o júri de vários concursos de piano nacionais e internacionais. Tem realizado diversas masterclasses e palestras em Portugal e na China e é autora do livro “A Vida e a Obra de Zhu Jian-Er”.

Isabel Alcobia iniciou os seus estudos de canto no Conservatório Nacional de Música de Lisboa com Filomena Amaro. Diplomou-se, como bolseira do governo espanhol, na Escola Superior de Canto de Madrid e já como bolseira do Ministério da Cultura, concluiu o Mestrado na Universidade de Cincinnati (EUA) com Barbara Honn. É doutorada pela Universidade de Aveiro.
Desenvolve intensa atividade solística, tendo participado em diversos espetáculos em Portugal, Espanha, França, Alemanha, E.U.A. e República da China.
Foi selecionada para interpretar Gilda (“Rigoletto” de Verdi) no Festival de Ópera da Cidade de Lucca, em Itália.
No domínio da ópera destacam-se, ainda, as interpretações de Euridice (Orfeo), Pamina (A Flauta Mágica), Adele (O Morcego), Musetta (La Bohème), Giannetta (O Elixir do Amor), Norina (D.Pasquale), Julieta (Romeu e Julieta), Gilda (Rigoletto), Violeta (La Traviata) e Isabel (Floresta) de Eurico Carrapatoso.
Dedica parte da sua carreira à divulgação da música portuguesa, tendo estreado um ciclo de canções para soprano, trompa, piano e Orquestra de Eurico Carrapatoso e a obra “Aver-A-Ria” do mesmo compositor. Participa com regularidade nos principais festivais e temporadas de música do país, em concertos, recitais e galas de ópera. Distinguida com diversos prémios em concursos de canto,  tem realizado várias Masterclasses a convite de Universidades e Conservatórios Portugueses e Estrangeiros, sendo ainda Professora Auxiliar do Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro.   


ESPECTÁCULOS