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DOCLISBOA2020 NO MUSEU DO ORIENTE

DOCLISBOA2020 NO MUSEU DO ORIENTE

DOCLISBOA2020 NO MUSEU DO ORIENTE

Domingos | 2, 9, 16 e 23 Fevereiro | 17.00 | Entrada gratuita

A deslocação e o exílio são condições permanentes de uma parte da humanidade, segundo cada momento histórico. As causas são variadas, mas esses movimentos transformam os espaços, marcam os territórios, deixam rastos que transformam os mapas - são outras histórias, alternativas, dos humanos. Neste programa concentramo-nos na deslocação em fuga que antecede a constituição da figura do refugiado.
Partimos de histórias de vida concretas, retratos relacionados com a primeira metade do século que ressoam no presente, de forma surpreendente e muitas vezes irónica: irmãs polacas refugiadas na Tanzânia durante a II Grande Guerra (Memory is Our Homeland), ou a história familiar do Suíço Markus Imhoof acolhendo uma refugiada Italiana e o modo como a empatia e a solidariedade necessários ao acto de acolher são precisamente as características humanas desafiadas pela política Europeia hoje (revelando inclusive o modo como redes de trabalho escravo são montadas na sombra das políticas de fronteira).
Na segunda metade do programa concentramo-nos no movimento em relação com os territórios: em Ta’ang, Wang Bing acompanha com a sua câmara a dura fuga, pelas montanhas da fronteira da China com a Birmânia, de famílias que escapam à guerra civil; em Babylon habitamos um campo de refugiados na Tunísia, desde a criação até à sua desmontagem, sem qualquer legenda ou tradução: os corpos, as relações, as tentativas de criar sentido num território que, depois de tudo desaparecer, voltará ao estado inicial sem poder nunca voltar a ser o mesmo. As vidas podem mais que as fronteiras.

Co-organização | Doclisboa
Entrada gratuita, mediante levantamento do bilhete no dia da sessão.


MEMORY-IS-OUR-HOMELAND.jpg 2 Fevereiro | Auditório | 17.00
MEMORY IS OUR HOMELAND
Jonathan Kolodziej Durand
Canadá, 2016
(Estreia em Portugal)
O destino dramático de quase um milhão de polacos que, durante a Segunda Guerra Mundial, foram deportados para os campos de trabalho siberianos, antes que milhares deles desaparecessem, ao caminho de um exílio na África, passando pelo Irão e pela a Índia. Suportado pelo testemunho da avó, Durand revela uma aspecto voluntariamente apagado da História e interroga-se sobre a natureza de uma identidade baseada no exílio.
‘Prix du public’ no Montreal RIDM Film Festival 2018

Duração 90', sem intervalo
Entrada gratuita
 
ELDORADO.jpg 9 Fevereiro | Auditório | 17.00
ELDORADO
Markus Imhoof
Suíça, Alemanha, 2018
(Selecção oficial Doclisboa 2018)
A actual crise dos refugiados constitui a maior deslocação em massa de pessoas desde a Segunda Guerra Mundial. Imhoof leva-nos numa viagem por navios de guerra italianos da Operação Mare Nostrum, por campos de refugiados no sul de Itália e por audiências de asilo com autoridades suíças. Uma crise causada por desigualdades económicas que transformam os países ricos do Norte no eldorado que tantos desfavorecidos tentam alcançar a todo o custo.

Duração 91', sem intervalo
  
TA-ANG.jpg 16 Fevereiro | Auditório | 17.00
TA’ANG
Wang Bing
Honguecongue, França, 2016
(Seleccão oficial Doclisboa 2016)
Os ta’ang, uma minoria étnica birmanesa, encontram-se entre uma guerra civil e a fronteira com a China. Desde 2015, violentos combates obrigaram milhares de crianças, mulheres e idosos a um êxodo além-fronteiras, para a China. Ta’ang acompanha o quotidiano desses refugiados, forçados a deixar as suas casas, mas esperando regressar a breve prazo.
International Nuremberg Human Rights Award 2017

Duração 147’, sem intervalo
 
BABYLON.jpg 23 Fevereiro | Auditório | 17.00
BABYLON
Youssef Chebbi, Ismaël, Ala Eddine
Slim
Tunísia, 2012
(Selecção oficial Doclisboa 2012)
Pessoas chegam a um território virgem numa zona selvagem. Rapidamente, constrói-se uma cidade do nada. Habitada por várias nacionalidades, as pessoas que aí vivem falam línguas diferentes. Esta nova Babilónia, rodeada de árvores e animais, ganha rapidamente a forma de uma cidade ao mesmo tempo banal e extraordinária.

Duração 119', sem intervalo