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CICLO MÚSICAS ESCONDIDAS


CICLO MÚSICAS ESCONDIDAS

4 Abril, 8 Maio, 6 Junho | Auditório | €15/concerto [descontos em vigor]

A Rota da Seda era, também, uma rota de poetas e cantores. Não apenas seda e especiarias viajavam nas caravanas de cidade em cidade: também grandes histórias épicas atravessavam estepes, desertos e montanhas. Também as músicas, as melodias e os instrumentos foram em busca de novos horizontes. A música da Ásia Central é um tesouro zelosamente guardado que agora temos de (re)descobrir. Uma história antiga naquela que foi, durante séculos, a encruzilhada das civilizações e o coração do mundo, gerou tradições que surpreendem, cativam e deslumbram. A música, veículo de transmissão de histórias fascinantes, expressando sentimentos intensos, explorando mil inflexões que resultam numa panóplia de expressões artísticas únicas e excepcionais, como as apresentadas pelos artistas deste ciclo. A incrível canção difónica da Mongólia, a subtileza do maqam do Iraque, Irã e Síria e a delicadeza e paixão do mugam do Azerbaijão.

Juan Antonio Vázquez
Diretor da Rota das Especiarias (RNE-Rádio Clássica) e Mundofonías.

 DUO-SAHIB-PASHAZADE.jpg Sábado | 4 Abril | 21.00
DUO SAHIB PASHAZADE  [Azerbaijão]
Com Sahib Pashazade (tar) e Kamran Kerimov (percussão)

Nascido em Baku em 1980, numa família onde a cultura tinha um papel essencial, Sahib Pashazade formou-se com honras em 2003 no Conservatório Nacional do Azerbaijão, onde leciona também desde 2005. Desde 2011, ele Artista Honorário da República do Azerbaijão.
Sahib venceu várias competições nacionais e internacionais em no seu país como no Irão, Cazaquistão, Canadá e Uzbequistão. Em 2017, ele venceu o Grande Prémio no festival Sharq Taronalari, em Samarcanda, considerado o concurso mais importante de música clássica tradicional do continente.
Participou em digressões por mais de 50 países, representando a arte do mugam e a música clássica do Azerbaijão.

Kamran Karimov (1976) nasceu numa família de conhecidos percussionistas tradicionais do Azerbaijão. Formou-se em percussão na Baku Musical College (1995) e na Baku Musical Academy (2001) e desde 2008 ensina percussão tradicional no Conservatório Nacional do Azerbaijão.
Kamran Karimov é uma das figuras-chave entre os percussionistas tradicionais do Azerbaijão. Acompanha muitos cantores e instrumentistas tradicionais de seu país e já se apresentou com eles nos festivais de música mais importantes do mundo, como WOMAD (Reino Unido, 2009, 2011), WOMEX (Grécia, 2012), PROMS (Reino Unido, 2013 ), SWSX (EUA, 2014) e muitos outros eventos musicais internacionais.
Karimov é também conhecido como solista e autor de muitas composições rítmicas. Juntamente com Sahib Pashazade, venceu em 2017 o grande prémio do 11º Festival Internacional de Música Mundial "Sharq Taronalari".

PROGRAMA
1.    Mugham Mahur Hindi
2.    Baile nacional de Azerbaijan Ey Nuri
3.    Improvisación: Mugam Seghah
4.    Composición: Mugham Shur

Duração 75', sem intervalo
   
 NOURUZ-ENSEMBLE.jpg Sexta | 8 Maio | 21.00
NOURUZ ENSEMBLE
Músicos do Iraque, Síria, Curdistão e Irão | Direcção artística Bassem Hawar

Composto por artistas do Iraque, Irã e Síria, o Nouruz Ensemble foi fundado por Bassem Hawar em 2018. É formado por cinco virtuosos dos antigos instrumentos orientais: djoze, santur, nay, duduk, qanun e vários tambores nas suas cidades natal de Bagdad, Aleppo e Teerão. Além de tocar música oriental nos seus instrumentos ancestrais,o Nouruz Ensemble actuou também com agrupamentos de diferentes estilos musicais em vários países ocidentais. É

Com a fundação do Nouruz Ensemble, os seus músicos criam música contemporânea de raiz oriental, para além do maqam. A arte do maqam permaneceu virtualmente inalterada durante séculos e influenciou bastante a música popular egípcia. As composições contemporâneas do grupo, baseadas na tradição árabe clássica, refletem uma nova visão da própria cultura.

Nouruz, a palavra original curda para primavera, usada em todo o mundo árabe, representa os primeiros instintos delicados da nova música oriental.
Nouruz Ensemble são: Bassem Hawar (djoze), Reza Samani (tombak e daf), Kioomars Musayyebi (santur), Hesen Kanjo (qanun) e Rageed William (nay e duduk).

PROGRAMA
1. Khanabat. Bassem Hawar
2. Djozz. Bassem Hawar
3. Entezar. Kioomars Musayyebi
4. Masch-huf. Bassem Hawar
5. Letzte Nacht. Kioomars Musayyebi
6. Lami. Bassem Hawar
7. Tamanna. Kioomars Musayyebi
8. Alfurat-Euphrat. Bassem Hawar


Duração 75', sem intervalo
   
 EGSCHIGLEN.jpg  Sábado | 6 Junho | 21.00
EGSCHIGLEN [Mongólia]

O grupo Egschiglen foi fundado em 1991 por estudantes de mestrado do Conservatório Ulán Bator. Os três elementos que o compõem actualmente são membros fundadores e o coração do grupo que, desde a sua génese, se dedica à interpretação contemporânea da música tradicional da Mongólia.
A música de um país é inspirada na sua paisagem e no modo de vida do seu povo. A Mongólia, no coração da Ásia, é um território vasto, aproximadamente doze vezes maior que Portugal. É um país com pastos intermináveis a sul, até à beleza árida do deserto de Gobi. Nas montanhas nevadas de Altai e Changai, rios cristalinos atravessam florestas e planícies.
Grande parte dos mais de dois milhões de mongóis vive, ainda hoje, uma existência nómada, em harmonia com a natureza e seu ritmo, juntamente com suas "cinco jóias": cavalos, camelos, vacas, ovelhas e cabras. A música dos mongóis respira a liberdade e o poder deste estilo de vida despojado e próximo da natureza.

A música de Egschiglen impressiona pela sua variedade e expressividade. Interpretam canções tradicionais e obras de compositores mongóis contemporâneos com seus arranjos harmoniosos, usando instrumentos tradicionais de seu país e técnicas vocais da Ásia Central. Quase se consegue ouvir o som dos cascaos dos fortes cavalos mongóis: Genghis Khan fundou o maior império do mundo de todos os tempos graças a eles. E, novamente, a música transporta-nos para o silêncio puro do deserto de Gobi, onde apenas o vento canta nas dunas. Uma música de contrastes de grande capacidade evocativa.

O estilo de canto khoomii, que consiste em produzir, ao mesmo tempo, um som muito agudo e muito gutural, parece sobre-humano. No entanto, a música soa familiar, expressando sentimentos humanos intemporais: amor, tristeza e gratidão.

Egschiglen são: Amaartuvshin Baasandorj (tobshuur, canto khoomii solo, percussão), Uuganbaatar Tsend-Ochir (tobshuur, ikh khuur) e Tumursaikhan Janlav (voz, morin khuur)


PROGRAMA
1.    Tookhuu. Tradicional
2.    Nar Sar. Natsagiin Jantsannorov
3.    Tuvurguun. L. Iderbat
4.    Aav Eej. Tradicional
5.    Khuleg.    Janlav Tumursaikhan
6.    Zegetei Harmai. Tradicional
7.    Alag Shaangai.    Tradicional
8.    Jaran Zagaan Aduu. Tradicional
9.    Uulenbor Lieblingspferd. Janlav Tumursaikhan
10.    Chandmani Nutag. Tradicional
11.    Lobeslied Für Chingis Khan. Tradicional

Duração 75', sem intervalo


Cancelamento de espectáculos | 13 Março a 4 Abril

Na sequência das orientações da Direcção-Geral de Saúde para a contenção do novo coronavírus, todos os espectáculos agendados para o período de 13 Março a 4 Abril serão cancelados.
Sempre que possível, os espectáculos serão reagendados, em datas a anunciar.

Se adquiriu bilhete para um espectáculo cancelado poderá solicitar, qualquer momento, o reembolso do valor do bilhete, através da bilheteira do Museu do Oriente ou dos postos de venda onde foram adquiridos os respectivos bilhetes. Em caso de reagendamento do espectáculo poderá trocar os bilhetes adquiridos para a nova data anunciada.

Fundação Oriente, 12 Março