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NANCY VIEIRA, MANHÃ FLORIDA

MISTY FEST

NANCY VIEIRA, MANHÃ FLORIDA

NOVA DATA | 14 Novembro 2021  | Auditório
€20 [preço único]
 
Informamos que devido às regras do novo estado de emergência que proíbe a circulação na via pública ao fim de semana a partir das 13:00, o concerto de Nancy Vieira agendado para o dia 22 de novembro de 2020, no Museu do Oriente, foi adiado para o dia 14 de novembro de 2021, na mesma sala.
O bilhetes para este concerto são válidos para a nova data.
Pedimos desculpa por qualquer transtorno que esta situação possa causar, mas estamos a fazer os possíveis para que os fãs dos nossos artistas possam desfrutar dos concertos nas melhores condições e sempre em segurança.
 
Nancy Vieira é uma das mais reputadas artistas a explorarem no presente o imenso património musical de Cabo Verde que, no caso específico da morna, mereceu até distinção recente da Unesco como Património Imaterial da Humanidade. E em palco, Nancy é uma das grandes defensoras desse património estando habituada a apresentá-lo um pouco por todo o mundo: "Eu conheço a morna desde os meus 6 ou 7 anos de idade", diz-nos. "Sempre cantei os clássicos. E por isso, na véspera de um concerto, posso lembrar-me de um tema antigo que depois no espetáculo desafio os meus músicos a interpretarem comigo".


Nancy será uma das vozes especiais a marcarem a edição 2020 do Misty fest, ocasião para que se está a preparar com um espetáculo especial, rodeada dos seus músicos habituais, mas também com vários convidados: "Vou querer ter ao meu lado não apenas vozes de que gosto muito e com quem tenho trabalhado ao longo dos anos, mas também alguns músicos que admiro. Haverá algumas surpresas nestes concertos", promete a artista cabo-verdiana.


"Quando eu canto mornas", explica-nos, "a reação das pessoas costuma começar pelo silêncio, é sempre uma ocasião muito solene, que gera comoção. E depois no final dizem-me sempre que gostariam de ir conhecer Cabo Verde, quer eu esteja na Alemanha ou no Japão. Há quem diga que a morna é muito triste. O João Monge, bom amigo, quando me ouviu cantar falou-me na morna como uma música de melancolia feliz. Talvez seja isso", refere a cantora.


Esta música que fala das viagens e o do mar, da saudade e da distância, que traduz sofrimento, será uma das coordenadas dos seus concertos para que levará material do seu último disco, Manhã Florida, mas também outros pontos altos de uma carreira muito celebrada. A artista, que reside em Portugal, estreou-se em 1995, mas começou por dar nas vistas em 1999, quando surgiu numa compilação de título Música de Intervenção Cabo-Verdiana cantando ao lado do lendário Ildo Lobo. Lançou depois os trabalhos Segred (Praça Nova, 2004), Lus (Harmonia Mundi/World Village, 2007), Pássaro Cego (Arthouse, 2009), com Manuel Paulo, ou Nô Amá (Lusafrica, 2012). E foi já em 2018 apresentou o muito aplaudido Manhã Florida (uma vez mais com selo Lusafrica).


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