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Clepsidra-1920-2020

CONFERÊNCIA ONLINE

Clepsidra-1920-2020

5 Novembro | 18.00 | Transmissão em streaming na página de Facebook do Museu em facebook.com/museudooriente

Conferência comemorativa do centenário da publicação da “Clepsidra”, obra única de Camilo Pessanha e referência máxima do simbolismo português, que marcou de forma indelével a poesia e produção literária do século XX no nosso país.
Também o Museu do Oriente comemora a efeméride, quer pela importância marcante deste autor na literatura Portuguesa, quer pela sua ligação ao Oriente, manifesta na colecção de objectos chineses que constituiu em Macau, e  que se encontram em depósito no Museu do Oriente, oriundos do Museu Nacional Machado de Castro.
Integrados na exposição Presença Portuguesa na Ásia, os objectos da colecção Camilo Pessanha no Museu do Oriente surgem acompanhados da capa da última edição contemporânea (2017) de Clepsidra, uma publicação da Casa de Macau com apoio da Fundação Oriente.

PROGRAMA
  • Ana Paula Laborinho | Camilo Pessanha e a poética do exílio
  • José Carlos Seabra Pereira | Poética da sugestão analógica e tradição chinesa - um potencial de conhecimento esotérico
  • Daniel Pires | Para além da Clepsidra...

Sobre Clepsidra
Em 1920 foi publicada na editora Lusitânia por Ana de Castro Osório “Clepsidra” de Camilo Pessanha (Lisboa, 1867 - Macau, 1926), o único livro de poesia do autor, que se tornaria numa das mais importantes obras da poesia portuguesa do século XX.
Camilo Pessanha foi o principal representante do Simbolismo em Portugal, movimento literário precursor do Modernismo da geração literária de “Orpheu”, com profunda influência em poetas como Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro, José Régio e, mais tarde, Eugénio de Andrade.
Esta obra, uma colectânea de 37 poemas, transmite a reflexão sobre uma profunda crise existencial, de alguém que anseia escapar, mas incapaz de tal, encontra caminho numa linguagem simbólica e metafórica através de uma imagética carregada de símbolos de carácter negativo, pessimista e contraditório.
Podemos encontrar na “Clepsidra” aspectos marcantes da escola simbolista. Ao conceito de símbolo alia-se a arte da sugestão que se traduz no uso da técnica impressionista, em inúmeras imagens visuais (com referência à cor como o poema Branco e Vermelho) e musicais (como os poemas Violoncelo e Viola Chinesa), com a finalidade de inspirar sensações e levar o leitor a interpretar estados de alma.
Camilo Pessanha conduziu a técnica do soneto quase à perfeição. Sem alterar a estrutura clássica elaborou o estilo, distribuiu a força da frase e deu aos versos imagens raras e simbólicas.

“O mais, que é tudo, é Camilo Pessanha”
(Fernando Pessoa)