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INDIELISBOA – FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINEMA INDEPENDENTE 

23 Abril a 3 Maio

INDIELISBOA – FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINEMA INDEPENDENTE

(sessões no Museu do Oriente)

Auditório

Preços:

€ 3,50 - Bilhete normal

€ 3,00 - menores de 12 anos, portadores de cartão jovem, maiores de 65 anos, grupos com mais de 20 pessoas (bilhetes para uma só sessão), alunos e formadores da Restart

€ 2,70 - bilhetes vouchers (cadernetas de 20 bilhetes que serão vendidas a € 54,00). Estas cadernetas serão vendidas, exclusivamente, na bilheteira central do festival e nas lojas Fnac, entre os dias 1 e 22 de Abril, e poderão ser trocadas por bilhetes nas bilheteiras das próprias salas no limite de lugares disponíveis para cada sessão.

€ 5,00 -  Preço único dos filmes-concerto

 

O IndieLisboa é um meio privilegiado para a descoberta de novos autores e tendências do cinema mundial. Mantendo o seu foco na criatividade e independência dos autores, este festival internacional de cinema independente é já reconhecido, com apenas cinco anos de existência, como um dos mais importantes festivais de cinema realizados em Portugal.

 

A programação do IndieLisboa no Museu do Oriente inclui filmes das várias secções do festival (Competição Internacional, Observatório, Cinema Emergente, O Pulsar do Mundo, IndieMusic, Director’s Cut) e também a realização de dois filmes-concerto integrados no IndieJúnior. A apresentação de alguns filmes conta com a presença dos respectivos realizadores para uma conversa com o público, no final da sessão.

 


 LargentducharbeaudeWangBing  25 Abril

16.00

M/16

PULSAR DO MUNDO CURTAS 2

L'argent du charbon, Wang Bing, doc., França, 2008, 54’

Nuit de Chine, Ju Na-Qi, doc., França, 2007, 52’

 

L’argent du charbon é sobre aqueles empregos indirectos de que tantas vezes ouvimos falar quando estão para arrancar grandes empresas. Através do olhar do grande cineasta Wang Bing seguimos a estrada que liga as minas de carvão de Shanxi ao grande porto de Tianjin, no norte da China, conduzidos por camionistas de veículos de 100 toneladas e aí os encontramos: mecânicos, garagistas, polícias, prostitutas e agiotas.

De uma outra realidade, ainda na face obscura da China, a que fica esquecida nas sombras, se fala em Nuit de Chine. Há uma complexa realidade cultural que resulta de mudanças ao mesmo tempo impostas, esperadas e desejadas. É à noite que as máscaras caem, que as portas se abrem à intimidade. Apesar de tudo, existe uma harmonia temporária na noite, onde nos cruzamos com os que viajam, os que dormem, os que lutam, os que desistem, os que nascem, crescem, sofrem e amam. A geografia seleccionada do filme revela uma diferença significativa de modos de vida.

 


19.00

M/16

Cinema Emergente

Serbis, Brillante Mendoza, Filipinas, fic., 2008, 90’


É uma ironia: a sala de cinema que existe no centro de Manila chama-se Família. Se aquela sala serviu de entretenimento a muitos famílias, isso deve ter acontecido bem lá atrás no tempo. Hoje em dia, quem lá vai nem sequer olha para o grande ecrã – mesmo que, depois de entrar no edifício, se aventure auditório adentro. Trata-se de um centro informal de prostituição masculina, onde se apresentam abertamente oferta e procura do serviço (é esse o significado do título). Mas é então que encontramos o que realmente move este filme – a família de Nayda, mãe divorciada, que gere a sala com os filhos, filha e sobrinhos. A câmara segue cada uma destas personagens, procurando o mais e o menos secreto das suas vidas. É com coragem que tentam segurar o leme deste barco. Um filme que atesta a vitalidade e arrojo do cinema filipino contemporâneo cuja maior promessa é talvez Brillante Mendoza.

 


21.30

M/16

Director’s Cut

Ashes of Time Redux, Wong Kar Wai, Hong Kong, fic., 1994-2008, 93’


Quatorze anos depois da estreia do filme Ashes of Time, Wong Kar Wai regressou a esta sua delirante aventura de artes marciais e espadachins para assinar uma nova versão remontada, supostamente mais fiel às suas intenções originais do que a versão comercial que fora lançada em 1994. Após uma primeira apresentação de prestígio no festival de Cannes de 2008, o director’s cut do filme foi relançado internacionalmente, surpreendendo um público que só recentemente descobrira o cineasta de Hong Kong e o considerava sobretudo um cultor pós-moderno do género melodramático. Vale a pena descobrir este digno e barroco descendente da melhor tradição asiática do cinema de aventuras conhecido por wu xia pian.

 


 SherlockJr  26 Abril

16.00

M/6

indiejunior

Sherlock Jr. (filme-concerto), 50’

Autores: Buster Keaton + antoniopedro + Filipe Rocha

Vítima do vilão que lhe rouba a reputação e, pior que isso, a namorada, Buster projeccionista volta para a sua sala de cinema e... adormece. Sonha, então, que entra para dentro do filme e que é Sherlock Jr., o maior detective de todos os tempos e que, após várias cenas de perseguição (entre as quais um perigosíssimo jogo de snooker armadilhado!), desmascara e captura o mau da fita.

A banda-sonora é tocada ao vivo por um trio improvável de jazz: com piano mas sem o pianista. Reduzido em teoria ao esqueleto baixo-bateria de uma secção rítmica, o duo desmultiplica-se numa corrida frenética (à semelhança do que se passa no ecrã) entre vários instrumentos para ao mesmo tempo musicar e sonorizar um dos filmes mais geniais de Buster Keaton.

 

Música ao vivo:

antoniopedro – composição, bateria, piano, voz, melódica, percussões, efeitos

Filipe Rocha – composição, contrabaixo, baixo eléctrico, piano, efeitos

 


 KikoedeChikaraIwai  19.00

M/16

IndieMusic

Kikoe, Chikara Iwa, Japão, doc., 2009, 99’

“Este é o documento de um sistema observado a partir de um ponto fixo e esse ponto é o músico Otomo Yoshihide. É um gesto, arbitrário mas perfeito, tanto quanto ligar estrelas por traços e dar nome à constelação.” É assim que o realizador de Kikoe vê o documentário que construiu sobre um dos mais relevantes compositores da música improvisada – o japonês Yoshihide. Trata-se do espelho de um livre-pensador, de um peculiar vanguardista – tanto na música como no espírito. Lembram-se dos Ground Zero? É ele o cérebro por trás do projecto. (Ele que, nascido em 1959, por alturas do liceu já construía os seus próprios gadgets electrónicos). À frente da câmara vamos encontrar, em actuações e entrevistas, músicos como John Zorn, DJ Spooky, Jan Svankmajer, Jonas Mekas, Adachi Masao, Jim O’Rourke, Keiji Haino, Bill Laswell e Fred Frith, entre muitos outros.

 


21.30

M/16

Observatório

Tokyo Sonata, Kiyoshi Kurosawa, Japão, fic., 2008, 119’


Avisamos à partida: Kiyoshi deixou de parte os poderes obscuros e este não é um daqueles filmes estranhos e aterradores pelos quais se tornou num realizador de culto. O japonês quer contar uma história de forma tão comum quanto possível. Até o mais pequeno dos desvios é escondido. Como com Sasaki Ryuhei. A globalização atingiu-o onde dói – conduziu ao seu despedimento. Mas ele não vai dizer nada à família. Todos os dias finge que vai trabalhar, esperando um milagre. Não é caso único: nesta rotina, Ryuhei faz novos amigos que estão exactamente na mesma situação, escondendo a vergonha do desemprego. A força do filme é precisamente a linearidade da estrutura narrativa que tende para a perfeição (ou será a regularidade uma fachada?), polvilhada com interpretações extraordinárias. Da esposa que gere a casa com mão de ferro e apertada disciplina ao próprio Ryuhei, passando pelos dois filhos adolescentes.



19.00

M/16

Pulsar do Mundo

No London Today, Delphine Deloget, França, 2008, 77’


Calais é a cidade francesa mais próxima de Inglaterra, no ponto mais estreito do canal da Mancha. É aí que vamos encontrar os imigrantes «ilegais» – como lhes chamam –, que tentam chegar a Londres. Um deles, Abraham, sentado num banco de rua com o realizador – que ali estava de férias – dá-lhe o título para o documentário: «No London today». Abraham estava à espera do anoitecer, para tentar chegar clandestinamente à ilha britânica. É então que começa esta estranha viagem, uma viagem imóvel numa Calais sem praias, sem terraços, sem lugares ao sol. A história arranca de forma algo lenta, mas acelera assim que os cinco companheiros que a realizadora segue se acostumam à presença da câmara. Vindos de alguns dos países mais pobres do Mundo, fazem parte de centenas que tentam todos os dias melhorar de vida, migrando. Deloget integra esta aventura de forma directa e até drástica, dando-nos mesmo um vislumbre sobre as fracas condições de produção.

 


 JalainurdeZhaoYe  21.30

M/16

Competição Internacional

Jalainur, Ye Zhao, China, fic., 2008, 92’

Old Zhu, maquinista de comboios a vapor, e Li Zhizhong, sinaleiro de via-férrea e seu aprendiz, são inseparáveis. Trabalham ambos nas minas de carvão em Manzhouli, uma cidade do interior da Mongólia. O primeiro está prestes a reformar-se – trabalhou ali por três décadas. O segundo ficará perdido e confuso. É tão dedicado ao mestre como ao trabalho. Dirige o comboio como um romântico, como se fora um cavaleiro e, um dia, Zhizhong decide seguir Zhu, lançando a sombra da obsolescência sobre o futuro daqueles homens. A decisão apanha de surpresa o mais velho, que mói a sua desilusão em silêncio. Ye Zhao filma a fragilidade da amizade, construindo, através do fumo, metáforas imagéticas para lamentar a passagem do tempo. Primeira longa-metragem de ficção do jovem realizador Ye Zhao, Jalainur cruza o drama familiar com o retrato, de uma precisão quase documental, de uma paisagem e de um meio social ameaçados de extinção pela acelerada modernização da China.

 


29 Abril

19.00

M/16

PULSAR DO MUNDO CURTAS 2

L'argent du charbon, Wang Bing, doc., França, 2008, 54’

Nuit de Chine, Ju Na-Qi, doc., França, 2007, 52’

 


21.30

M/16

Pulsar do Mundo

L’exil et le royaume, Jonathan le Fourn e Andreï Schtakleff, França, doc., 2008, 127’

 

Filmado na cidade de Calais ao longo de três anos, L’exil et le royaume é um portentoso documentário ensaístico sobre uma das questões centrais do nosso tempo: a transformação do espaço político europeu numa fortaleza fechada sobre si própria e incapaz de qualquer generosidade para com os menos favorecidos que procuram aceder, clandestinamente, ao seu mercado de trabalho. A dupla de realizadores mostra as condições degradantes em que esses emigrantes esperam por uma oportunidade para passar para Inglaterra e o jogo de gato e do rato entre a polícia francesa que os persegue e as associações humanitárias que procuram defendê-los, isto perante o olhar de indiferença dos habitantes locais. Um retrato sombrio de uma França paranóica que parece ter esquecido os seus ideais de liberdade, igualdade e fraternidade.

 


30 Abril

19.00

M/16

Observatório

Tokyo Sonata, Kiyoshi Kurosawa, Japão, fic., 2008, 119’

 


21.30

M/16

Director’s Cut Curtas 2

Uns Tantos Milhares de Negativos, Paulo Seabra, doc., Portugal, 2009, 22’

Non riccordo il titolo, Christelle Lheureux, exp., França, 2008, 19’

Rien ne s'efface, Laetitia Mikles, doc., França, 2008, 52’

 

Uns Tantos Milhares de Negativos, como o próprio nome indica, é um documentário sobre milhares de negativos detidos pelo realizador que se questiona sobre como os negativos podem ter sido um entrave para a evolução do cinema. Um encontro impossível (e experimental) com a história do cinema – Non riccordo il titolo,  – e estende-se para um documentário sobre a realizadora japonesa Naomi Kawase. Rien ne s'efface vira a câmara para a mesma realizadora que, em Embracing (1992), filmava a procura do próprio pai, que a tinha abandonado quando criança, ou que, logo depois, em Katatsumori (1994) se focava sobre a avó que a criou. Kawase tornou-se, em 1997, na mais jovem galardoada com a Caméra d’Or, o prémio para o melhor realizador estreante do Festival de Cannes, sendo hoje um nome incontornável na história do cinema japonês.

 


1 Maio

M/16

16.00

Cinema Emergente

Serbis, Brillante Mendoza, Filipinas, fic., 2008, 90’)

 


19.00

M/16

Pulsar do Mundo

No London Today, Delphine Deloget, França, 2008, 77’

 


21.30

M/16

Competição Internacional

Jalainur, Ye Zhao, China, fic., 2008, 92’

 


2 Maio

16.00

M/16

Director’s Cut Curtas 2

Uns Tantos Milhares de Negativos, Paulo Seabra, doc., Portugal, 2009, 22’

Non riccordo il titolo, Christelle Lheureux, exp., França, 2008, 19’

Rien ne s'efface, Laetitia Mikles, doc., França, 2008, 52’

 


19.00

M/16

Director’s Cut

Ashes of Time Redux, Wong Kar Wai, Hong Kong, fic., 1994-2008, 93’

 


21.30

M/16

Pulsar do Mundo

L’exil et le royaume, Jonathan le Fourn e Andreï Schtakleff, França, doc., 2008, 127’

 


 Matinée(remix)  3 Maio

16.00

M/6

INDIEJUNIOR

Matinée Remix (filme-concerto), 50’

Autores: Fyodor Khitruk+antoniopedro+Ana Araújo

 

Antoniopedro e Ana Araújo compuseram uma nova banda-sonora e acompanham ao vivo filmes de Fyodor Khitruk, porventura o mais importante e influente autor russo de cinema de animação. É uma espécie de falso trio em que o terceiro elemento é o ecrã e o que nele se passa. O projecto alia uma preparação rigorosa com a improvisação, tornando única cada apresentação. Para além da música, uma atenção especial é dada à sonoplastia, também ela recriada ao vivo. Os filmes são também narrados ao vivo e em português.

 

Premiado em todo o mundo, Khitruk marcou o cinema pela força dos seus filmes, a beleza das suas imagens e a capacidade de criticar lucidamente, num sistema político avesso a tais liberdades democráticas. Esta matinée remix inclui o seu primeiro filme, História de um Crime, sátira visual e sonora aos tempos modernos e à vida encavalitada das grandes cidades; As Férias de Bonifácio, sobre as ternurentas férias de um leão do circo que vai a África visitar a avó; e A Ilha, um fresco sociológico sobre o mundo actual, com nota final de esperança e optimismo.

 

Música ao vivo:

Antoniopedro – composição, bateria, voz, metalofone, percussões, sampler

Ana Araújo – composição, piano, teclados, efeitos

 


19.00

M/16

IndieMusic

Kikoe, Chikara Iwa, Japão, doc., 2009, 99’

 

Reserva de Bilhetes:
Telefone: 213 585 244
Fax: 213 585 215
E-mail: info@museudooriente.pt